Clipping

“Saúde em Trânsito”

A violência no trânsito é um problema de saúde pública no Brasil com altos índices de mortalidade e morbidade. Depoimentos de usuários e profissionais discutem o tema e destacam a necessidade de medidas preventivas integradas, no DVD “Saúde em Trânsito”, que conta com a participação do Coordenador do Ciclovida José Carlos Belotto e dos Profºs da UFPR Iara Thielen e Paulo Bracarense.
Confira o trailler do filme:

https://www.youtube.com/watch?v=8OF9vBvnRdg

Mais informações  (ficha técnica e como adquirir o dvd) no site fundação Oswaldo Cruz:

http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/video-saude-no-transito

Clipping: Desafio intermodal é vencido por bicicleta elétrica

Por Prefeitura de Curitiba

O 8º. Desafio Intermodal realizado na noite desta sexta-feira (29) em Curitiba foi vencido por Laerte da Rosa Junior, que fez o percurso aproximado de 10 quilômetros entre o Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, no Jardim das Américas, e a Praça Santos Andrade, no Centro, em uma bicicleta elétrica, com o tempo de 21 minutos e 37 segundos. Nos segundo e terceiro lugares ficaram bicicletas convencionais.

O desafio teve a participação de 55 pessoas que utilizaram diversos percursos alternativos e oito modais de transporte: caminhada, corrida, bicicleta convencional e elétrica, carro convencional e elétrico, motocicleta e ônibus.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, aceitou o desafio e fez o percurso de bicicleta convencional em 55 minutos e 56 segundos. “Fiz 80% do trajeto em ciclofaixas ou ciclovia. Foi um saldo positivo pois pedalando na hora do pior trânsito, entre 18h e 19h30, observei motoristas respeitando o espaço dos ciclistas. Além disso, foi uma oportunidade de percorrer o trecho e verificar a sinalização já existente e onde merece um reforço”, disse Fruet.

O Desafio Intermodal é uma pesquisa para avaliar qual o meio de transporte é mais eficiente para enfrentar o horário de maior movimento no trânsito, com avaliação de melhor tempo, economia de combustível e qual modal polui menos. “A média destes fatores diz qual o modal mais eficiente para a cidade, pois o tempo e a economia são benefícios do usuário e, na questão ambiental, o benefício é para a sociedade”, explicou o coordenador do programa Ciclovida, da Universidade Federal do Paraná, José Carlos Assunção Belotto.

O desafio realizado anualmente como projeto de extensão universitária e conteúdo das disciplinas Cidades e Meio Ambiente do curso de Arquitetura de Urbanismo e da matéria Engenharia de Tráfego do curso de Engenharia Civil.

Este ano, equipamentos foram instalados no escapamento de um dos carros participantes. Trata-se de um dispositivo embarcado capaz de medir em tempo real as emissões de poluentes, como o monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2) e os óxidos de nitrogênio (NO e NO2). Esses gases são os principais responsáveis pela qualidade do ar.

Também participou do desafio o coordenador técnico do projeto Ecoelétrico, Ivo Reck Neto, que fez o trajeto com um carro elétrico modelo Zoe, da frota da Prefeitura. Ele completou o trajeto em 43 minutos e 20 segundos. Foi o melhor tempo dentre os três carros ecoelétricos que participaram.

O resultado final do desafio está disponível no site http://www.ciclovida.ufpr.br

Veja esta reportagem em vídeo Aqui.

Clipping: Bicicleta vence 8.º Desafio Intermodal

Por Gazeta do Povo

Magrela tradicional foi o veículo mais eficiente para vencer a distância do Jardim das Américas ao Centro. Ônibus e carro foram os últimos a chegar.

Na hora do rush, qual o modal mais rápido? Foi isso que 50 participantes procuraram descobrir ontem, na 8.ª edição do Desafio Intermodal, em Curitiba. Os desafiantes – de bicicleta convencional ou elétrica, carro convencional ou elétrico, motocicleta, ônibus e a pé – saíram do Centro Politécnico da UFPR, no Jardim das Américas, às 18 horas. O destino foi a Praça Santos Andrade, no Centro. Só havia uma exigência: passar no Escritório Verde da UTFPR, na Avenida Silva Jardim.

INFOGRÁFICO: Confira o percurso

Experiência

Repórter pega carona em carro elétrico

No Desafio Intermodal, peguei carona com o engenheiro Carlos Ademar Purim, em um carro elétrico do Instituto Lactec. Saímos do Centro Politécnico às 18h10 e seguimos pela Avenida das Torres. O veículo elétrico, diferente de um tradicional, quase não faz barulho, mas fica preso no trânsito como o convencional Nosso primeiro “obstáculo” foi o congestionamento da Rua Engenheiros Rebouças.

Antes de chegar no Escritório Verde da UTFPR, enfrentamos um novo congestionamento na Avenida Silva Jardim, dessa vez com “buzinaço”.

Colocamos o carro em um estacionamento privado. Para não perder mais tempo, um aplicativo de celular indicou o melhor caminho até a Praça Santos Andrade. Na Rua Mariano Torres, tudo parado. Terminamos o trajeto em 42 minutos, junto com participantes que fizeram o percurso a pé. Ou seja: caminhar no horário do rush, além de ser mais saudável é mais eficiente.

O primeiro a chegar ao destino, com o tempo de 21 minutos, foi o engenheiro Laerte Clademir da Rosa Junior, que estava com uma bicicleta elétrica. “O único problema que encontrei no caminho foi a falta de ciclovias”, diz. No entanto, a bicicleta convencional foi a mais eficiente. A primeira a chegar com o modal foi a estudante de deisgn Appolonia Carrara,22. “Foi prazeroso e massa participar do evento”.

Meio ambiente

Os organizadores também instalaram nos modais dispositivos de medição de poluentes e coletaram dados sobre infraestrutura dos locais, custos para o usuário e deslocamento do veículo. “Pretendemos, com essas informações, ajudar a cidade no planejamento da mobilidade urbana”, relata José Carlos Assunção Belotto, coordenador do programa Ciclovida da UFPR.

O prefeito Gustavo Fruet participou do Desafio com uma bicicleta convencional. “Esse tipo de evento permite que a gente avalie todos os tipos de modais. Nosso objetivo é buscar cada vez mais o compartilhamento”, disse.

Clipping: TV éParaná – Gente.com

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Ciclovida participa da preparação do programa de incentivo à bicicleta no Paraná

Por Governo do Estado do Paraná

Governo e cicloativistas preparam programa de incentivo à bicicleta

O Paraná terá, no máximo em seis meses, todas as propostas para incentivar ao uso da bicicleta em seus 399 municípios. Nesta quarta-feira (12), o governo, as universidades e o movimento cicloativista do estado criaram um grupo técnico interinstitucional que irá coordenar a execução do Programa Paranaense de Mobilidade Não Motorizada por Bicicleta – o Ciclo Paraná.

A resolução 011/2014, que institui o grupo e dá o prazo de 180 dias para apresentar as ações do programa, foi assinada pelo secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, e contou com a presença de técnicos, especialistas em mobilidade e ciclistas. A primeira reunião do grupo será realizada no dia 13 de março e, a partir daí, acontecerão toda a semana. Os três eixos de trabalho serão: cicloturismo, ciclocidadania e cicloestrutura.

De acordo com o secretário Cheida, o Paraná, pela primeira vez em sua história, começa a desenvolver uma política pública transversal e democrática de incentivo ao uso da bicicleta. “Muitas entidades e órgãos de governo já possuem ações isoladas em suas áreas de atuação. Queremos somar esforços e contar com o apoio técnico de pessoas e especialistas que possuem experiência neste tema e levá-lo para todo o estado”, declarou Cheida. “Cidades grandes, as que estão em crescimento e as de pequeno porte terão a oportunidade de estimular uma cultura que agrega qualidade de vida, reduz o trânsito, permite o planejamento urbano para o futuro, evita a poluição e contribui para a saúde”, declarou.

INTEGRAÇÃO – A Política Nacional de Mobilidade Urbana estabelece como diretriz a prioridade dos modos de transporte não motorizados sobre os motorizados. Além disso, exige que os planos de mobilidade urbana dos estados e municípios contemplem a integração dos modais de transporte público com os não motorizados.

O presidente da Federação Paranaense de Ciclismo, Adir Romeo, disse que é uma necessidade a integração dos procedimentos relativos à mobilidade urbana sustentável no Paraná, de acordo com a política nacional de mobilidade urbana. “O momento é um marco e teremos como meta agora organizar e traçar as ações para o estado, tendo como base iniciativas já existentes”, informou Adir.

Para o coordenador do programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná e um dos organizadores do Fórum Mundial da Bicicleta, José Carlos Belotto, este é o primeiro reconhecimento de um governo estadual de que a bicicleta deve ser fomentada como uma política pública. “O apoio que conquistamos hoje é inédito e com o encontro de especialistas, o Paraná passa a ter condições de criar um programa consistente e que disseminará a cultura da bicicleta “, afirmou Belotto.

“O Programa poderá ser levado para diversas regiões do estado por meio das universidades e incluir o uso da bicicleta em trabalhos de pesquisa científica”, afirmou a coordenadora de Ciência e Tecnologia da Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Sueli Edi Rufino.

Integram o Grupo Técnico Interinstitucional do Ciclo Paraná as secretarias estaduais do Desenvolvimento Urbano; da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Infraestrutura e Logística; Educação; Esporte e Turismo, universidades estaduais, Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), DETRAN, Sanepar, Secretaria Estadual do Esporte e Turismo, CELEPAR, Polícia Militar do Paraná, Federação Paranaense de Ciclismo, Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Cicloiguaçu), Programa Ciclo Vida e Universidade Federal do Paraná.

Participaram do encontro o diretor da Cicloiguaçu, Vinicius Brand, o representante da Universidade Estadual do Centrooeste (Unicentro), Vitor Hugo Zanetti, o professor da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e ativista da bicicleta, Nestor Cortez Saavedra Filho; Altamir Brum, da Celepar.

Saiba mais: www.facebook.com/SEMAPR

 

Cicloturismo no Paraná

Por Bem Paraná

 

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos reuniu ontem, em Curitiba, os maiores especialistas do país na elaboração de rotas de cicloturismo. O objetivo é discutir a implementação de circuitos no Paraná. “O Paraná tem um potencial para o cicloturismo em áreas naturais que, tendo incentivos, ganhará destaque no cenário nacional e internacional”, declarou Antonio Olinto, do Projeto Cicloturismo no Brasil e que viaja o mundo em bicicleta. Já o fundador e presidente do Clube de Cicloturismo no Brasil, Rodrigo Telles, disse que a entidade dará todo o subsídio necessário para a elaboração de circuitos no Paraná.
O encontro contou com a presença do coordenador do projeto Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Carlos Belotto; Eliana Garcia, do Clube de Cicloturismo; Marcelo Castro, da Universidade Estadual de Maringá e Rafaela Asprino, que integra o noticia_373090_img1_8-f1projeto de Cicloturismo no Brasil.

Expertise
Entre os circuitos e guias já criados pelos especialistas estão, o Circuito das Araucárias, Circuito do Vale Europeu, Circuito de Ciclo Turismo Costa Verde&Mar, Circuitos de Cicloturismo – Manual de Incentivo e Orientação para os municípios Brasileiros, Guia de Cicloturismo – Mantiqueira, Guia Caminho da Fé para ciclistas e caminhantes, Guia de Cicloturismo Estrada Real – Caminho Velho, Guia de Cicloturismo Paraná I e Guia Estrada Real – Caminho dos Diamantes e outros. Mais informações:
http://www.clubedecicloturismo.com.br/ e
http://www.olinto.com.br/

Gol de Bicicleta
O Governo do Paraná fez um golaço, e de bicicleta, ao anunciar a obrigatoriedade da inclusão de ciclovias em todos os novos projetos para construção ou duplicação de rodovias no estado. A determinação do governador, Beto Richa, à Secretaria de Infraestrutura e Logística foi aplaudida pelos participantes do 3o Fórum Mundial da Bicicleta – realizado entre os dias 13 a 16 de fevereiro, em Curitiba. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, foi o mensageiro da boa notícia. O 3o Fórum Mundial da Bicicleta agitou Curitiba com uma programação variada, incluindo mais de 80 atividades.

O planeta pede socorro
O clima atípico dos últimos meses serve como um alerta. A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou na última semana um mapa com os principais locais que sofrem com os chamados “Fenômenos Climáticos Extremos”. De acordo com a publicação, o calor que vem ocorrendo no sudeste brasileiro é uma das principais anomalias climáticas do mundo nos últimos meses. Além disso, o destaque também ficou para o forte calor na Austrália, Argentina e África do Sul. Já no hemisfério norte, temos presenciado ondas de frio nos EUA e inundações na Grã-Bretanha.

Reciclagem de lápis e canetas
Todo início de ano, estudantes do país inteiro voltam às aulas com materiais escolares novos e os antigos são descartados no lixo. Para garantir a correta destinação dos resíduos de instrumentos de escrita, a Faber-Castell, em parceria com a TerraCycle, promove a ação “Faxina nos Armários”. Para participar basta se cadastrar no site da TerraCycle e formar um time de coleta de instrumentos de escrita para serem reciclados. O time de coleta pode ser formado por pessoas em casa, na empresa, na escola ou mesmo um grupo de amigos. Podem ser enviados lápis, lápis de cor, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores e muitos outros itens (de qualquer marca), que não funcionem mais ou estejam quebrados.

Premiação
A “Faxina nos Armários” irá premiar os dez times que mais coletarem instrumentos de escrita até o dia 30 de abril. No ano passado, a ação promoveu a reciclagem de 36 mil instrumentos itens de diversas marcas. Para cada 12g de resíduos (o que equivale ao peso de um lápis ou uma caneta), são doados R$ 0,02 para uma escola ou organização sem fins lucrativos, escolhida pelo próprio time de coleta.

Tela Verde
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) ampliou, para 28 de fevereiro, o prazo para o cadastramento de instituições interessadas em participar da 5ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente – Circuito Tela Verde. Para fazer a inscrição, basta acessar o link e preencher o formulário. Na última edição, participaram mais de 1,5 mil espaços exibidores espalhados em todo País. O MMA divulgará, após o encerramento do prazo de inscrições, a lista dos espaços cadastrados. A 5ª Mostra está prevista para ser lançada na semana do meio ambiente, comemorada em junho. http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/educomunicacao/circuito-tela-verde/item/9873

Clipping: Ciclovias ficam para “amanhã” nas maiores cidades do Paraná

Por Gazeta do Povo

Gestores alegam que ampliação de rede para ciclistas é bonita na teoria. Criação de faixas exige gastos onerosos com infraestrutura

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Na pauta de discussões do Congresso Nacional, as ciclovias podem se tornar obrigatórias em pelo menos 10% do total de ruas abrangidas por projetos municipais de ampliação ou reforma da malha viária. A proposta, aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, estimula prefeituras a investirem em projetos de ciclomobilidade e a oferecer mais um modal de transporte à população. Hoje, no entanto, planos na área são o que não faltam nas maiores cidades do Paraná. O que essas prefeituras ainda não têm são recursos financeiros para tirar as redes cicloviárias do papel.

A saída para driblar a escassez de verbas tem sido a inclusão da execução de ciclovias em projetos mais amplos de mobilidade urbana – caminho que já vem sendo trilhado por Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e Londrina. Na Região Oeste, as novas vias de Cascavel destinadas às “magrelas” dependem de um financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na casa dos US$ 28,6 milhões. O município entrará com contrapartida no mesmo valor para garantir a totalidade do projeto.

Segundo o diretor municipal de Planejamento e Pesquisa, o engenheiro civil Adir dos Santos Tormes, a proposta compreende pavimentação, a criação de corredores exclusivos para ônibus, centros de convivência, parques ambientais, além de novos terminais para o transporte coletivo, atendidos por bicicletários e ciclovias ligando bairros ao centro, entre outras intervenções.

Com a medida, as ciclovias, até então coadjuvantes no projeto, podem passar de 12 quilômetros para 32 quilômetros na cidade. “Fazer as ciclovias fora desse pacote seria inviável”, admite Tormes, ao comentar que a rede para ciclistas em Cascavel já oferece risco aos usuários. “Depois de um tempo, nossa ciclovia acabou sendo compartilhada com pedestres, que reclamam das bicicletas”, diz.

Planos, apenas

Em Foz do Iguaçu, onde existem apenas 7 quilômetros de ciclovias, não é diferente. A engenheira Priscila Mantovani relata que a instalação de mais 14 quilômetros de rede está atrelada a outras intervenções urbanas mais extensas. Há ainda um projeto específico para mais 12 quilômetros, mas a proposta não tem recursos garantidos. Sem falar em valores, Priscila assinala que a demanda está sendo pleiteada junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “São projetos que pedem a requalificação das vias, por isso são mais amplos”, observa.

O mesmo ocorre em Ponta Grossa, município que ainda não conta com uma rede cicloviária. A prefeitura trabalha com um projeto de mobilidade urbana de mais de R$ 50 milhões, de acordo com informações do secretário municipal de Planejamento, João Ney Marçal. O valor, orçado para as intervenções em apenas uma região da cidade, a Uvaranas, prevê a abertura de ruas e a priorização do transporte coletivo, entre outras intervenções. “Será uma ação integrada ao sistema de ciclovias, até porque não temos recursos para uma ação específica. Vamos buscar recursos junto ao governo federal”, pontua.

Para cicloativista, legislação é clara

José Carlos Assunção Be­lotto, coordenador do projeto de extensão Ciclovida, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), avalia que a proposta em discussão na Câmara, de que municípios devem reservar ao menos 10% das novas malhas viárias para ciclovias, é importante para estimular o uso da bicicleta como modal de transporte no país.

Belotto sustenta, entretanto, que a ciclomobilidade deve ser tratada como já prescreve a legislação. “A Lei de Mobilidade Urbana, sancionada em 2012, prevê que os meios de transporte coletivos e não motorizados sejam a prioridade considerada pelas cidades. Mas isso ainda é colocado de forma genérica. Precisamos de leis complementares para mostrar como tornar isso realmente prioridade”, afirma.

Para ir adiante, diz Be­lotto, é necessário acompanhamento e, principalmente, novas posturas quanto à importância das ciclovias para a mobilidade urbana. “Os recursos para a ampliação das ciclovias precisam ser previstos em lei. É necessário que haja fiscalização para que as verbas estejam vinculadas à existência de novas redes, obrigando as prefeituras a instalarem mais ciclovias”, pontua.

UFPR é reconhecida, com o Ciclovida, como articuladora do crescimento sustentável no Paraná

Por UFPR

Selo ODM 2012-2013 - Empresa

Um certificado, concedido pelo Sesi e entregue à Universidade Federal do Paraná, reconhece a Instituição como parceira, devido às práticas desenvolvidas em prol dos Objetivos de Desenvolvimento no Milênio (ODM) e pelo seu papel como articuladora do crescimento sustentável do Paraná. O reconhecimento foi conquistado através do Programa de Extensão Ciclovida, desenvolvido na UFPR desde 2008 com o objetivo de disseminar o uso da bicicleta como meio de transporte e, ao mesmo tempo, contribuir com o meio ambiente.

Segundo o coordenador do Programa Ciclovida, José Carlos Belotto, o certificado foi entregue no seminário que lançou a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil, em junho deste ano, no prédio da FIEP, em Curitiba. A conquista da UFPR foi na área de Qualidade de Vida e Meio Ambiente, um dos oito Objetivos do Milênio. O Prêmio ODM Brasil é uma iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência da República, Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós Podemos e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Celsina Favorito

Clipping: Bike elétrica de novo na frente, no VII Desafio Intermodal de Curitiba

Por Pauta SJP

Em prova de mobilidade da UFPR, o carro demorou o dobro do tempo. Andar a pé é mais rápido que de ônibus.

 

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Com o passar dos anos, e o fato de ser realizado novamente no mesmo trajeto, o Desafio Intermodal de Curitiba vai consolidando as possibilidades de mobilidade no trânsito em horário de pico na Capital. A bicicleta, seja elétrica ou de pedal, chega sempre na frente ou junto com o carro. Outra constatação importante para o stress e o bolso: quem faz a prova a pé chega antes de quem vai de ônibus. O desafio completou seu sétimo ano na última sexta (30), com 32 pessoas, tendo como partida o Campus Politécnico e a chegada na Praça Santos Andrade, locais com sedes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), entidade realizadora desta iniciativa por meio do Programa Ciclo Vida.

A distância de cerca de oito quilômetros varia por causa das diferentes ruas que os participantes utilizam. A única regra, além do horário de saída às 18h10, foi passar em um ponto de transição na Avenida Silva Jardim. Ulisses Binde, o primeiro a estacionar nas escadarias da UFPR, se deslocou com uma bicicleta elétrica em 15 minutos e 53 segundos. “Fiz um trajeto convencional, saindo do Politécnico pela Avenida das Torres, depois via a Alferes Poli, Silva Jardim, Marechal Floriano até a UFPR”, lembra Ulisses Binde.

Uma novidade foi a presença do carro elétrico, que chegou antes dos veículos a combustão. O motorista foi Omar Sabbag Filho que conduziu um modelo smart. O tamanho reduzido do veículo ajudou a ser o primeiro carro a chegar, em 32 min e 27 segundos. “Desde 2011, o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) tem feito pesquisa com o carro da empresa Light, quanto os possíveis formatos de postos públicos de reabastecimento e como seria a recarga na casa das pessoas. Agora, faremos um comparativo direto com demais meios de mobilidade”, falava o superintendente da Lactec, Omar Sabgag, antes da largada no Politécnico.

José Belotto, coordenador do Programa Ciclo Vida, enfatiza a consolidação dos resultados. “Conseguimos estabelecer parâmetros muito próximos do que o curitibano encontra na rua”, diz José Belotto.

O ciclo ativista Jorge Brand acompanha a ideia desde 2006. “Apesar da empolgação em chegar primeiro, os participantes entenderam que não se trata de uma corrida maluca, mas sim de representar o deslocamento. Por isso é feita a média em cada categoria”, explica Jorge Brand.

Resultado VII Desafio Intermodal de Curitiba
Entre 32 pessoas, primeiro chegaram as bicicletas elétricas, depois as bicicletas convencionais e as motos, o carro elétrico, quem fez o trajeto correndo, os carros convencionais, seguidos pelos pedestres e usuários de ônibus. Os primeiros em cada categoria foram os seguintes:
1º bicicleta elétrica – Ulisses Bind (15min53s);
4º bicicleta convencional – Anderson Brandão (20min40s);
5º moto – Luiz Carlos Silva (22min 01s);
13º carro elétrico – Omar Sabbag Filho (32min27s);
15º corredor – João Paulo (43min13s);
17º carro convencional – Marcela Barcelos (45min24s);
23º a pé – Rodrigo Angreves (59min21s);
25º de ônibus – Mirian Gonçalves (1h03min38s).

São José dos Pinhais
Dia 25 de setembro, o Sanjo Bikers, com promoção do PautaSJP.com, realiza o I Desafio Intermodal de São Jose dos Pinhais e com apoio técnico do Ciclo Vida. A saída e chegada de noite, em horário de pico, foram definidas recentemente. Cerca de 35 participantes começarão a prova no Shopping São José e terminarão na Faculdade Fiep (antiga Famec).

Clipping: Bike elétrica vence desafio intermodal

Por Gazeta do Povo

Em um percurso de 8 km com largada às 18 horas, o primeiro carro a chegar demorou mais do que o dobro do tempo do ciclista

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De carro, bicicleta, ônibus, a pé ou correndo. Cerca de 40 voluntários com fôlego e disposição participaram ontem da sétima edição do Desafio Intermodal de Curitiba, promovido pelo Programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A missão: enfrentar, utilizando diferentes meios de transporte, o trânsito da capital paranaense, justamente no horário de pico, às 18 horas.

A experiência, já tradicional entre os estudantes de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo da UFPR, busca avaliar diferentes aspectos relativos à mobilidade, como o tempo percorrido para se deslocar entre pontos específicos, a eficiência energética e poluentes emitidos pelos veículos durante o trajeto e os custos do deslocamento.

A classificação final, com o tempo médio percorrido por cada modal, será divulgado somente na próxima semana. Mas, assim como no ano passado, o primeiro a chegar até o Prédio Histórico da UFPR foi um ciclista, com o tempo final de 15 minutos e 53 segundos – o percurso foi de cerca de oito quilômetros. No entanto, o mecânico Ulisses Binde contou com uma ajuda extra, já que pedalou uma bicicleta elétrica, mesmo meio de transporte do segundo e do terceiro colocados, inclusive. No ranking de veículos, a segunda posição ficou com uma bicicleta convencional e a terceira com uma motocicleta.

Considerando o trânsito congestionado durante todo o percurso, não foi surpresa que o primeiro carro a chegar demorou mais do que o dobro do tempo do ciclista. Coincidentemente, tratava-se também de um veículo elétrico, desenvolvido pela empresa de energia Light em parceria com o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). O veículo, dirigido pelo próprio superintendente do Lactec, Omar Sabbag Fillho, demorou 32 minutos para fazer o trajeto.

“O desafio tem o objetivo de fomentar a discussão sobre mobilidade urbana, seja dentro da universidade e fora dela. É uma maneira de reforçar que a mobilidade deve ser pensada além do automóvel”, resume o coordenador do Programa de Extensão Ciclovida da UFPR e organizador do desafio, José Carlos Assunção Belotto.

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O Programa Ciclovida e
a Invasão das Bicicletas


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