Arquivo do mês: agosto 2011

Ciclovida Participa do 29º SEURS

SEURS é o Seminário de Extensão Universitária da Região Sul.

Este ano foi realizado pela Universidade Unioeste, na cidade de Foz do Iguaçu, entre 22 e 24 de agosto.Contou com o apoio da Unila, Itaipu Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Fundação Araucária, Prefeitura de Foz, Governo do Paraná e do Governo Brasileiro. Contou com a participação das seguintes instituições:FURG, IF-SC, UEL, UFPR, UFSC, UFSM, UNILA, IFRS, IFSUL, UENP, UERGS, UFCSPA, UFFS, UNESPAR, UDESC, UFPel, UEM, UEPG, UNIOESTE, UTFPR, UNICENTRO e UNIPAMPA.

Adultos têm aulas no Rio para aprender a andar de bicicleta

A repórter Sandra Moreyra mostra a iniciativa inspiradora de brasileiros que resolveram dar as primeiras pedaladas na vida – aos 40 ou 50 anos.

Clique aqui para ver a matéria completa no site da Globo.

Direito às Ciclovias

Quem vivencia as cidades brasileiras – vivendo no sentido intenso da palavra, sem se acomodar apenas com sua vidinha pessoal – conhece a importância das Bicicletas como modalidade de transporte urbano, tanto do ponto de vista da sustentabilidade ambiental como diante da precariedade dos transportes coletivos e da necessidade de redução no orçamento doméstico das extorsivas tarifas. Milhões de trabalhadores pobres brasileiros saem das suas casas nas madrugadas e alvoradas, com bicicletas velhas, sem equipamentos de proteção pessoal, levando uma pequena quantidade de alimento para todo o dia de trabalho exaustivo, sem técnicas de alongamento e submetidos a grandes distâncias que ultrapassam os limites físicos, temerosos da violência cotidiana e angustiados com a possibilidade – tantas vezes já visualizada – de acidentes, mutilações e mortes no trânsito!

O debate sobre esse tema e todas as alternativas propostas sobre o Sistema Cicloviário – como mecanismo de apropriação democrática dos espaços de circulação urbana – infelizmente não sensibiliza a muitos, pois não envolve um setor poderoso na rede de propinas e crimes contra a administração pública – como o transporte coletivo e a construção de rodovias – e nem envolve setores sociais de grande poderio político e econômico. Embora o Código de Trânsito já disponibilize em vários artigos a estruturação dos direitos e deveres desses usuários e não faltem propostas concretas a serem viabilizadas pelo poder público na garantia de acesso seguro aos principais pontos das cidades.

Pois bem… a bicicleta foi inventada em 1790 (de madeira e impulsionada com os pés, embora 4 séculos antes deste feito o Leonardo da Vinci já a tinha desenhado com pedais e correntes!), em 1898 veio ao Brasil apenas para consumo e diversão dos riquíssimos Barões do Café e apenas em 1948 começou a ser fabricada no país e se tornou popular. A “magrela” ou “bike” como é carinhosamente chamada por muitos apaixonados em nosso país – e largamente utilizada como meio eficiente de locomoção especialmente na China e Holanda – pode ser uma excelente ferramenta de mobilidade e acessibilidade eficaz e agregadora. Daí a importância de implementar os projetos de circulação (ciclovias, ciclofaixas, circulação partilhada), de sinalização (vertical, horizontal, semafórica), de estacionamento (bicicletários, paraciclos), de campanhas educativas (para ciclistas, usuários de outros veículos e pedestres) e da definição da área de abrangência (com a definição de limites extremos – interesse, necessidade, limite físico) e integração com outros meios de transporte equipados para tal. Além de alternativas viáveis como linhas de crédito para população de baixa renda na aquisição de bicicletas e equipamentos de proteção pessoal.

Em muitas cidades de Alagoas e aqui em Maceió – nos bairros do Tabuleiro, Benedito Bentes, Clima Bom, Jacintinho, Trapiche, Complexo Lagunar, etc – milhares de moradores de áreas vulneráveis socialmente, trabalhadores na informalidade – buscando desesperadamente “bico” para sustentar suas famílias com dignidade e resistindo com bravura ao mundo das facilidades e violência do tráfico de drogas – ou na construção civil e em outras áreas da economia local – às vezes até escondendo suas bicicletas para não perderem o vale-transporte, se deslocam todos os dias usando bicicletas. Exatamente por respeito profundo a esses trabalhadores, estamos em importante etapa de pactuação  – em Coordenação do MP/AL (Dr. Max e Dra. Denise) – com organizações não-governamentais (Associação dos Ciclistas e Bicicletada), Sindicatos de Trabalhadores e Patronal (Construção Civil) e todas as Instituições Públicas diretamente responsáveis pelo setor. Estamos confiantes que conseguiremos garantir a implementação do Plano de Mobilidade Urbana com prioridade a formas de circulação coletivas, aos pedestres (especialmente com deficiência ou restrição de mobilidade) e aos ciclistas dentro do Sistema Viário.

Claro que muitos dirão que tudo isso é impossível e vão se contentar com seus carrões nos “pegas” de vadios filhinhos de papai ou sendo um ridículo machão brutamontes no trânsito… ou no caso dos políticos ladrões e suas súcias nada disso importa pois as propinas das ciclovias são pequenas se comparadas com as rodovias e confiam eles que os trabalhadores pobres continuarão facilmente manipulados para que eles possam continuar a reinar. Mas, “pra variar”, muitos de nós continuaremos lutando, apresentando emendas ao Orçamento para garantia das ciclovias, fiscalizando e exigindo que sejam encaminhados os Projetos (prerrogativa exclusiva do Executivo) de Mobilidade… Além do óbvio em continuar de lupa na mão para evitar a canalhice política no processo de licitação do transporte coletivo e garantir as cláusulas sociais de proteção aos motoristas e cobradores dos ônibus. Ufa! Como dizia a grande e maravilhosa alagoana Nise da Silveira…”Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão!”

Obs.: Para facilitar a discussão sobre esse assunto, criamos um tópico no fórum para os motonliners.Clique aqui para acessar o tópico.

Fonte: Heloísa Helena é vereadora do PSOL em Maceió.

Roubo de Bikes na BR-277

Todos estamos cientes da *onda de assaltos, roubos e tentativas de roubos de
bikes *que estão ocorrendo na* BR 277* sentido Praias.
Só que se não fizermos nada, daqui a pouco poderá ocorrer algo mais grave,
como se já não bastasse ficar sem a bike.
Hoje recebi uma ligação do* Policial ALEXIS, DA POLÍCIA CIVIL*, que também é
ciclista,  que está a par dos últimos acontecimentos, e me solicitou que
espalhasse a COMUNICAÇÃO, solicitando a todos os que tiverem *BIKE OU BENS
FURTADOS nos assaltos da 277, e que FIZERAM REGISTRO DE B.O (BOLETIM DE
OCORRÊNCIA)*, que *entrem em contato com ele* para passar este número do
B.O, pois ele, de posse destes documentos, poderá comprovar junto aos órgàos
encarregados (Polícias, Ecovia, Secretaria de Segurança Pública) a gravidade
da situação e irá tentar mobilizar o maior contigente possível de policiais
para realizarem uma* mega-operação ostensiva e de investigação* na região
onde os assaltos estão ocorrendo.
Segue o email e telefone celular do ALEXIS:
*alexissilva@yahoo.com*
*9919-9205*

Governo de Pernambuco apresenta plano de transporte para a Copa de 2014

Bike Entregas – Mistura de animação e trânsito real

Joshua Frankel é um animador, filmaker e artista visual, criado em Nova York, em um prédio cheio de músicos, atores e dançarinos. Passou boa parte do seu tempo escutando hip hop e se preocupando em não deixar que ninguém lhe roubasse o dinheiro do almoço. Ao se deparar com o curta Bike Messengers na internet, o Esquentadinho entrou em contato com Frankel, que gentilmente permitiu que fosse feita uma tradução da versão narrada do filme. O mais recente filme de Frankel, Plan Of The City, que será postado no Esquentadinho em breve, foi definido por Anne Midgette, do Washington Post, como “uma das melhores combinações entre artes visuais e música que eu já vi”.

Com formação em desenho e pintura, Frankel começou a criar animações e efeitos visuais em 2001, principalmente para comerciais de TV. Bicycle Messengers foi seu primeiro curta-metragem. O filme funde a estética de suas pinturas, desenhos e fotografia real usando técnicas de efeito visual.
Personagens animados (mensageiros de bicicleta ou bike couriers) circulam pelo tráfego real de Manhattan, destacando a relação peculiar entre esses profissionais pedalantes e a cidade onde eles atuam.Com 5 minutos de duração, Bicycle Messengers foi criado em 2006 e tem sido exibido em festivais de cinema ao redor do planeta.

Roberto Coelho – Dia Mundial Sem Carro

Estamos mais uma vez chegando em setembro ao Dia mundial sem carro.  Um evento que deve ser considerado com mais seriedade pelos governantes do país.

A bicicleta finalmente passa a ocupar um lugar de destaque como opção de meio de transporte nos centros urbanos. É gratificante perceber a grande quantidade de movimentos nunca vistos anteriormente, incentivando e defendendo o uso deste veiculo de transporte e lazer.

Vejo as sementes de vários companheiros que participam dessa luta pela conscientização do uso da bicicleta começar a germinar e sinto que logo estarão dando seus primeiros frutos.

No entanto, esse momento positivo necessita ainda mais de empenho da parte dos ativistas e interessados nessa questão. Essa é a hora de consolidarmos nossa luta pela ocupação inteligente do trânsito nas ruas. O Dia mundial sem carro é uma bela oportunidade para conquistarmos um pouco mais de espaço.

As vantagens da utilização da bicicleta, como nós sabemos são imensas, e é preciso, pelo bem comum do planeta, conscientizar os que ainda não despertaram para essa realidade.

Um dos principais segmentos da sociedade a ser sensibilizado é a classe dos políticos. É através da aprovação de leis e de dispositivos de defesa dos ciclistas que teremos o espaço da bicicleta consolidado. Esse é possivelmente nosso ponto mais frágil, pois ainda não conseguimos ter um representante da nossa classe nos âmbitos municipal, estadual ou federal. É urgente a necessidade de atuarmos nesse sentido, pois de outra forma estaremos fazendo o que fizemos até hoje, que não foi pouco absolutamente, mas o momento atual demanda essa variação na nossa estratégia de popularizar ainda mais a bicicleta. É a hora certa para avançarmos em nossa luta!

Primeiramente é preciso criar as condições básicas para o uso seguro da bicicleta como meio de transporte da população. As ciclovias precisam de cuidados e novos roteiros que sejam efetivamente práticos para o deslocamento. Ciclofaixas utilizando parte dos estacionamentos ao longo das canaletas dos ônibus expressos são uma excelente opção que nunca foram viabilizadas, por não termos um representante no meio político.

Há poucos anos a Prefeitura Municipal, através da URBS construiu, numa atitude muito louvável, uma série de quiosques ao longo de algumas ciclovias, que deveriam ter sido utilizados como bicicletários. Nesses quiosques, o arrendatário, definido por licitação pública para explorar o serviço, poderia ter no local uma oficina mecânica e peças e acessórios para comercialização, além de explorar o estacionamento das bicicletas. Uma grande idéia que acabou não vingando por absoluta falta de “jogo de cintura” da URBS. As exigências foram tão grandes e a margem de lucro do arrendatário tão reduzida, que não houve interessados na exploração do serviço. Perdemos ai uma grande oportunidade de consolidação da nossa luta e perdemos também o investimento da construção dos quiosques que hoje se encontram abandonados.

Essa estrutura de apoio ao ciclista é fundamental para a institucionalização da bicicleta como meio de transporte. Nós, ciclistas regulares, certamente em nossa maioria, sabemos como fazer o conserto de um pneu furado, ou como efetuar pequenos reparos em nossas bicicletas. Mas o ciclista que está tentando ir pela primeira vez ao trabalho com sua bicicleta recém adquirida? O que faz no caso de um imprevisto como esse?

As condições mínimas de apoio são imprescindíveis para que a bicicleta ocupe seu lugar como meio de transporte.

Muito existe a ser feito, porém como em tudo na vida, é preciso conjugar as forças, é necessária a organização das idéias, fundamental criar uma estratégia e um plano de ação e segui-lo.

Não há outra possibilidade que conseguirmos efetivar nossa luta em prol da utilização da bicicleta, a não ser nos organizando e elegendo um representante político que defenda os nossos interesses, que são, em última instância, os interesses comuns a ciclistas e não ciclistas, de um mundo melhor, com ar mais puro para se respirar, com menos stress no trânsito e muito mais saúde para todos.

Com relação à saúde posso falar confortavelmente, pois convivo há 31 anos com a Doença de Parkinson e não fosse a bicicleta, possivelmente não poderia ao menos estar escrevendo sobre esse assunto.

Boas pedaladas,

Roberto Coelho

Envio de Trabalhos e Inscrições abertas para o BiciRio

Entrevista com Marketa e sua Bicicleta de Bambu

Sistema de Bicicletas Públicas é lançado em Toledo

Com o objetivo de proporcionar à população de Toledo uma alternativa de transporte limpo, e ao mesmo tempo melhorar a qualidade de vida através da prática de exercícios físicos, foi lançado nesta sexta-feira (8) o Programa Piloto de Transporte Limpo de Toledo (Toopedalando). O evento aconteceu no Parque Urbano Frei Alceu e contou com a participação do prefeito de Toledo, José Carlos Schiavinato, acompanhado do vice, Lúcio de Marchi, secretários, diretores, demais autoridades e comunidade em geral.

Inicialmente serão colocados cinco pontos do projeto: um no Frei Alceu, outro próximo a Igreja do Jardim Porto Alegre, no Parque Ecológico Diva Paim Barth, na avenida Cirne Lima e na praça Willy Barth, com 50 bicicletas disponíveis para os munícipes. De acordo com o assessor de Captação de Recursos da Prefeitura, o projeto não é novo, porém a maneira como ele está sendo executado em Toledo é pioneira. “Estamos usando tecnologia desenvolvida por engenheiros aqui de Toledo, que fizeram um sistema econômico, viável para a realidade do município”, afirma.

O engenheiro responsável pelo projeto, Artur da Igreja, complementa que todas as bicicletas terão GPS, e para poder utilizá-la, o interessado deve fazer o cadastro no site da prefeitura.

O prefeito, que foi o primeiro a realizar o cadastro, aproveitou a oportunidade para testar o sistema da melhor forma: pedalando. “Toledo tem 15 km de ciclovia e a Secretaria de Planejamento está desenvolvendo projetos para a construção de mais ciclovias no município. O Toopedalado irá proporcionar que as pessoas se locomovam, e ao mesmo tempo pratiquem exercícios físicos, melhorando a saúde e a qualidade de vida, e ao mesmo tempo preservando o meio ambiente por ser um veículo limpo”, frisa.

CADASTRO – Para participar do programa, o interessado deve realizar o cadastro no site da prefeitura (www.toledo.pr.gov.br), através do link “toopedalando”. No cadastro haverá informações pessoais, como endereço, documentos. Após do preenchimento do formulário, o interessado deverá ir a Secretaria de Segurança e Trânsito para retirar o cartão magnético, que permitirá que o usuário utilize as bicicletas. É obrigatório ter no mínimo 18 anos.

O PROGRAMA – Serão disponibilizadas inicialmente cinqüenta bicicletas, distribuídas em cinco postos. O usuário terá direito de usá-la durante 45 minutos. O objetivo é que ele a pegue em um posto, e a devolva em outro, para haver uma rotatividade. “As bicicletas terão GPS, e como todos que fizerem uso do sistema deverão ser cadastrado, o Toopedalando é bastante seguro. A Guarda Municipal cuidará para que as bicicletas não fiquem somente em um posto”, explica o secretário de Segurança e Trânsito, João Crespão.

BIBLIOTECA LIVRE – Na oportunidade, Schiavinato comunicou que em breve estará disponível no parque uma biblioteca livre. “Os investimentos serão do Ministério da Cultura, cerca de R$ 30 mil. Toda a população terá direito de pegar os livros emprestados”, finaliza.

O Programa Ciclovida e
a Invasão das Bicicletas


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