Arquivo do mês: abril 2013

(Redeglobo – RPC) Redação Móvel da RPC entrevista Programa Ciclovida

Confira no linkSem título

 

Entrevista com o economista e urbanista colombiano Enrique Peñalosa

Sem desculpa para não andar de bike

Não sabe que caminho fazer com sua bike?  Consulte o Portal Mobilize Brasil que disponibiliza mapas cicloviários.

imagem

UFPE cria disciplina sobre bicicleta para 2º semestre de 2012

Por Terra

A partir do próximo semestre, os alunos de graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) não vão precisar estudar apenas cálculo, física, automação industrial e mecânica. Caso queiram fugir um pouco das ciências exatas, será possível optar por Estudos da Bicicleta – disciplina que inova ao focar não só na parte de engenharia do veículo, mas também nos processos históricos e sociais de um meio de transporte cada vez mais presente nas ruas.

A nova matéria será eletiva, terá 30 horas de duração ao longo de seis meses e será dividida em três módulos: História da Tecnologia, Ciências do Ciclismo, e Cultura, Mercado e Política. A ideia é fugir um pouco da abordagem apenas prática de uma linha de montagem do produto e apontar problemas e soluções relacionados ao tráfego e à poluição para que os futuros engenheiros saibam como atuar no mercado. “É importante fazer a ligação entre tecnologia e cultura. O que parece impedir um uso maior do veículo é mais uma questão cultural, como não ter um bicicletário, chuveiro ou armário para os ciclistas. A disciplina vai juntar o que os alunos já têm de conhecimento mecânico e aplicar à bicicleta, para que possam, por meio da tecnologia, fazer o que a sociedade precisa”, explica o professor de Engenharia Mecânica da UFPE e encarregado da nova disciplina, Fábio Magnani.

O lado mais social de veículos em duas rodas já era objeto de estudo do docente, na linha de pesquisa Estudos em Duas Rodas, que até então focava apenas em motocicletas nas relações de trabalho dos motoboys, riscos de acidentes e poluição gerada pelo seu uso. Agora, ele diz, há um novo contexto social no qual a bike se insere e que merece ser estudado. “Antigamente, as bicicletas eram utilizadas por pessoas ricas para manter status. Quando apareceram carros e motos, nosso trânsito foi todo modificado, e hoje temos estradas e ruas feitas apenas para quatro rodas. Nessa disciplina, vamos tentar fazer a ligação entre a bicicleta e o tráfego atual, falar por que as pessoas não querem mais usá-la e tentar contribuir para que os estudantes vão para as fábricas antenados”, afirma Magnani.

Apesar de Estudos da Bicicleta fazer parte da graduação em Engenharia Mecânica, estudantes de outros cursos ou mesmo de fora da UFPE podem cursá-la. No entanto, há somente 30 vagas, e é necessário estar em uma graduação e fazer uma solicitação de matrícula isolada, além de já ter cursado as disciplinas de Dinâmica e Mecânica dos Fluídos ou possuir conhecimentos equivalentes.

Nova disciplina beneficia a sociedade, diz professor

Ensinar aos futuros engenheiros mecânicos sobre o impacto da bicicleta na sociedade vai fazer com que os produtos oferecidos sejam de melhor qualidade e mais adaptados à realidade local, afirma o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-PR, Carlos Herdt. Como exemplo, ele cita que não adianta planejar uma bike com funções de última geração se a cidade na qual ela for usada for tomada por buracos que estraguem o aro do veículo.

Ele diz que, ao inserir a bicicleta no curso de Engenharia Mecânica, quem vai ser afetada diretamente é a sociedade. “Isso vai fazer com que a bicicleta entre na pauta de soluções para a mobilidade nas cidades e vai fazer com que o engenheiro, na hora de ser demandado a desenvolver um novo produto, tenha melhores condições de elaborá-lo, já que vai ter conhecimentos sobre o contexto dele”, opina.

Ciclo faixa de lazer em Curitiba

Por Paula Bianchi

DSC_6875-500x336No ultimo domingo, dia 14, aconteceu em Curitiba a inauguração da nova ciclo faixa de lazer da cidade. O novo circuito fica entre o Passeio Público e a Praça Nossa Senhora de Salete. O projeto deve funcionar todos os domingos, como já acontecia anteriormente, e a principal diferença é que, agora, não haverá mais faixas pintadas nas ruas por onde os ciclistas podem passar. Toda a sinalização deve ser feita com cones de trânsito.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, a mudança do projeto aconteceu devido a umDSC_6618-500x336 pedido das associações de ciclistas da cidade. A prefeitura também informou que o objetivo é expandir o circuito para outros bairros da cidade.

O evento

Para marcar a inauguração da nova ciclo faixa,uma série de atividades foram programadas além de barracas de projetos que incentivam o uso da bicicleta que estavam instaladas no local. Entre elas a do Programa Ciclovida, que aproveitou o evento para lançar sua primeira edição do Manual de Ciclismo. Você pode conferir a versão online do manual nesse link: http://www.ciclovida.ufpr.br/wp-content/uploads/2013/04/pedalando_na_cidade-versao_impressao_reduced.pdf

DSC_6936-500x336

Vou de bike!

Neste mês, iniciaremos aqui no site do Ciclovida essa nova seção chamada Vou de Bike! Aqui mostraremos personagens reais que realmente já adquiriram a bicicleta como meio de transporte. Eles poderão incentivar, e até mesmo dar dicas, para quem está pensando em troca o carro pelo pedal.

 

José Carlos Belotto possui 50 anos, é graduado em marketing – e especialista na questão social – e coordenador do Programa Ciclovida. Ele já utiliza a bicicleta como meio de transporte há 11 anos.

 

Por que e quando você decidiu se locomover de bike?

 

Sempre gostei de andar de bicicleta desde minha infância, mas a partir dede 2002 comecei a me interessar por mobilidade urbana. Então, passei a andar mais, estudar o tema e me envolver com o cicloativismo.

 

Que benefícios esse novo modal trouxe para a sua rotina?

 

Economia financeira, atividade física regular e  consciência ambiental.

 

Quantos Km você anda por dia de bike? Quais são as maiores dificuldades?

 

Em média uns 30 km por dia. Os problemas que eu enfrento são a falta de infraestrutura para o ciclista e a falta de educação no trânsito.

 

Quais são os mitos sobre andar de bike no dia-a-dia que você desvendou após começar a usar a bicicleta?

 

Antes eu achava que só dava para andar de bicicleta com roupas esportivas, comecei a ver que dá para você usar as roupas do dia a dia sem problema. Minhas referências de distâncias também mudaram, antes achava impossível fazer 50 km de bicicleta. Ano passado pedalei 200Km em um mesmo dia e este ano pretendo chegar aos 300 km.

 

Você incentiva outras pessoas a se locomoverem de bike? Por quê?

Incentivo porque acredito que é uma maneira de melhorar a nossa sociedade além dos benefícios para a saúde e economia do praticante, tem a questão ambiental que beneficia a todos e a bicicleta humaniza mais as nossas cidades. “Mais amor e menos motor”.

pedalada caioba 1

O Programa Ciclovida e
a Invasão das Bicicletas


Categorias

abril 2013
D S T Q Q S S
« mar   mai »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930