Projeto de ciclovia entre Antonina e Morretes é apresentado a participantes da Oficina Uso da Bicicleta do 25º Festival de Inverno

Foto:  Letícia Hoshiguti

Foto: Letícia Hoshiguti

Participantes da Oficina “Proposta para Melhoria do Uso da Bicicleta pela Comunidade Escolar em Antonina”, do 25º Festival de Inverno da UFPR,estiveram na quarta-feira (15) no Terminal Barão do Teffé, em Antonina, para conhecer o projeto de ciclovia entre Antonina e Morretes, proposto pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina/ Terminal Ponta do Félix.

O projeto prevê uma extensão de 84 quilômetros de ciclovia, sendo 58,8 quilômetros passando por Morretes e outros 24,2 quilômetros por Antonina.

O trajeto beneficiado pela obra parte de dois pontos: a Estrada da Marta, em Morretes, e a BR-277, passando por Antonina (Avenida Tiago Peixoto e Avenida Conde Matarazzo) e Morretes. Na cidade de Morretes, a ciclovia passaria por mais de 30 pontos turísticos. A estrutura prevê módulos e pontos de refúgio com paraciclos, bebedouro e tomada. “Todo o projeto urbanístico e arquitetônico foi desenvolvido, evitando áreas de manobras de caminhões e entrada e saída de ônibus e veículos de grande porte”, explicou o diretor comercial do Terminal Ponta do Félix, Cícero Simião.

Para José Carlos Belotto, ministrante da Oficina e coordenador do programa Ciclovida, a ideia de uma ciclovia no trecho em questão é muito bem vinda, na medida em que é uma necessidade antiga não apenas dos praticantes de ciclismo, mas principalmente dos moradores da região, que usam a bicicleta como meio de transporte.Diagnóstico sobre o uso da bicicleta em seis colégios da rede pública de ensino do município, feito pelos participantes da Oficina na 24ª edição do Festival apontou que 15% das crianças de Antonina usam a bicicleta como meio de transporte até a escola, enquanto que a média nacional é de 3%

Belotto, que é também vice-presidente da Federação Paranaense de Ciclismo e integrante da União dos Ciclistas do Brasil, acredita que uma ciclovia na região vem ao encontro também da segurança das pessoas que pedalam na BR-277, em Morretes e em Antonina. Mais do que isso: uma ciclovia com estrutura pode ajudar no desenvolvimento de toda a região, com mais estímulo ao cicloturismo, o fomento ao comércio, aos restaurantes locais que já percebem a necessidade de atender aos ciclistas.

Aprimoramento do Projeto

David Couto, morador de Antonina e participante da oficina,Mestre em Sociologia com a dissertação sobre cicloativismo, ponderou que o projeto apresentado pela Appa precisa se preocupar também com a necessidade de as questões econômicas e a cultura ciclística se aproximem. Nesse sentido, defende que a ciclovia tem que ser integradora da cultura da bicicleta: é preciso ter cuidado para que o uso da bicicleta pelos moradores mais simples não reforce o estigma da bicicleta como “transporte de pobre”.

O vice-coordenador do departamento de Design da UFPR e também integrante no programa Ciclovida, Ken Fonseca, ponderou que o projeto dessa ciclovia torna palpável a discussão da mobilidade com o uso da bicicleta no Litoral. Na sua visão, essa discussão propicia a contribuições de especialistas, ciclistas e da iniciativa privada, que poderá investir na execução da obra. Especialistas da UFPR – pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Mobilidade, das áreas da Psicologia do Trânsito, Design, Políticas Públicas, entre outros – poderiam contribuir para aprimorar o projeto da obra, orçada por alto em R$ 30 milhões.

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